Quando vim morar em Nova York, não havia no supermercado ítens básicos para o consumidor brasileiro, como biscoito de chocolate com recheio de chocolate (i.e. Bono), iogurte batido (Dan up, Bliss) ou, pasmem, iogurte com sabores sem polpa (Danone comum). O bom, exaltado nos comerciais de tv, era a grande quantidade de fruta no fundo do potinho.
Os biscoitos apareceram depois de uns dois anos, praticamente duas rodelas de açúcar recheadas de gordura saturada; o iogurte para beber, que também chamaram Smoothie, demorou outro tanto e tinha quase 300 calorias.
Um tempo atrás começou a Revolução das 100 calorias. Na mídia, especialistas de tudo ou coisa nenhuma divulgavam que esta era a quantidade ideal de calorias para um lanchinho, e foi a deixa para a indústria alimentícia se adaptar. Finalmente, chegaram os iogurtes para beber aceitáveis, não no sabor natural, mas de morango, morango e banana, umas outras combinações estranhas que não me agradam e - quase não acreditei! - pêssego.
Ontem, que alegria, comprei deliciosos iogurtes de morango e pêssego sem polpa, me libertando da necessidade de peneirar o iogurte. Ainda em choque, trouxe dois errados, porque a embalagem daquele com pedaço só difere do novo por uma tarja, que diz: grosso e cremoso.

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