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Montauk Lighthouse

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Este é um videozinho de um passeio que fizemos até o farol de Montauk, que fica no extremo leste de Long Island, NY. Coloquei um mapa para vocês localizarem o local: a bandeirinha à esquerda é a cidade de Nova York e à direita, Montauk.
Depois conto mais a respeito e coloco outros fotos.
A primeira parte é feita do chão e a segunda do alto do farol. Uma pena que tenha sido feito com a máquina fotográfica, porque a qualidade fica baixa. Mesmo assim dá pra ter um gostinho deste passeio que é altamente recomendável.


Negociação

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O negociador, nesta área, pode abordar de maneira mais ou menos ousada, mas sempre solta no ar palavras de alto poder de persusão: "Gucci!","Prada!", "Vuitton!".
Se o pedestre cai no papo, das duas uma: manda seguí-lo até alguma portinha umas quadras distantes do ponto de ataque ou, num movimento intermediário, abre um papel com fotos de todos os produtos que dispõe pra ver se o cliente se interessa.
Nessa foto, o vendedor está à direita, segurando o catálogo de bolsas, enquanto os clientes decidem se tem ali ago que desejam.

Williamsburg

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Domingo passado, a via expressa que leva até o Brooklyn estava a própria Marginal engarrafada, por causa de um passeio ciclistico que fechou várias ruas pela cidade.
Resolvemos fazer um caminho alternativo e passamos por Williamsburg, um lugar que atualmente, dizem os especialistas em mercado imobiliário, atrai moderninhos e artistas, pela facilidade de acesso à cidade e aluguéis mais baixos que os de Manhattan. Mas Williamsburg é conhecido mesmo pela concentração de Judeus Ortodoxos; todas as pessoas que vi andando por ali, em aproximadamente quinze minutos, estavam vestidas da maneira modesta e conservadora que os caracteriza.

A bandeirinha no mapa indica a localização do playground que se vê na última foto e que se chama "Parquinho A Escada de Jacó"

Vida dura (e ambígua)

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Este anúncio da Delta está certo: nossos feriados estão escassos!
Enquanto isso, no Brasil, o povo faz a festa.
Vida dura.

o mapa e o Massimo

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Massimo Vignelli, responsável pela conceito do mapa do metrô de NY tal qual o conhecemos, apresentou,na Men's Vogue uma atualização de seu trabalho, considerando os 36 anos de mudanças nas linhas.
O original, de 1972, que pode ser visto no MoMA, era inovador por ser um diagrama que deixava a cidade apagada ao fundo e ressaltava as linhas e estações, representadas respectivamente por cores e pontos.
Abaixo, um detalhe do mesmo trecho do mapa que usamos hoje e a versão moderna de Vignelli.


Serão vendidos 500 mapas assinados, por US$299 cada, em benefício das Green Workers Cooperatives.

Para comprar o mapa: Condé Nast Store
imagem: Men's Vogue; Condé Nast Store
via Apt. Therapy

lençol

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Que tal este lençol para poltronas de avião?
À venda em dois tamanhos - primeira classe e turística - e em várias estampas, é uma boa barreira entre você e as lembranças deixadas pelo passageiro anterior.
Ainda não vi alguém usando e, a contar pela quantidade de passageiros andando descalços pelos corredores da aeronave em minha última viagem, não há muita gente com neuroses higiênicas indo passear no Brasil.
O outro argumento de venda, que sugere deixar a poltrona mais parecida com a própria cama, simplesmente não tem cabimento, tão diferente o nível de conforto.
Em resumo, a melhor justificativa pra usar uma coisa dessas é mesmo tirar uma onda.
imagem: reprodução
site: Plane Sheets

Conexões hoteleiras

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Uma amiga brasileira, que não fala inglês, me pediu pra resolver um problema com suas reservas no Edison Hotel, aqui em NY: embora tivesse pago por 7 noites, o hotel só estava reservado para 6.

O hotel diz que só lida com a operadora, Hotel Conxions (leia: connections), e que esta passou somente 6 noites. A operadora diz que passou ao hotel 7 noites, e que se eles marcaram 6, foi erro deles.

Primeira ligação, sábado de manhã: explico o caso, com todos os detalhes e nomes e códigos e a atendente diz que no sistema dela está tudo certo, então ela entraria em contato com o hotel para acertar tudo.

Segunda-feira, nova ligação, já que, obviamente, o caso não foi resolvido: repito o caso todo e a atendente me pergunta se eu poderia “descobrir qual era o número do quarto da hóspede, porque iria facilitar” (desculpe, mas que operadora não pode fazer uma ligação e se informar?); desligo coma resposta de que tudo estava sendo resolvido. Não foi.

Quarta-feira, nove horas, aproximadamente – primeira ligação do dia: explico o caso todo, ouço que no sistema está tudo correto, com as datas certas, e que entrariam em contato com o hotel, embora não fosse um erro deles para confirmar as datas. Pergunto a que horas poderia ligar para confirmar que o assunto tivesse sido resolvido. “Ligue ao meio dia”.

Meio-dia – segunda ligação – mais uma vez, repasso o caso todo. A moça me diz que no sistema dela está tudo correto, perfeito, sem erros e ela não vê onde está o problema. Diz que vai me passar um e-mail com cópia da reserva para confirmação, que eu entrasse em contato com o hotel e passasse a informação. Então eu digo: “para registrar: você está me dizendo que na reserva de Fulana Cicrana da Silva no Hotel Edison, Manhattan NY, com check in feito no dia tal e check out previsto para o dia tal não existe nenhum problema de nenhuma ordem e que ela vai poder permanecer até o dia tal (correto) sem nenhum ônus adicional?” Foi quando ela me pediu para esperar um minutinho. Uma mulher com sotaque britânico me atendeu. Revi o caso pela enésima vez. Ela me disse que o gerente que estava cuidando do caso só chegaria às duas horas e que eu deveria ligar às duas e meia para ter uma atualização.

Vinte para as três, terceira ligação: digo que estou ligando para saber se o caso de Fulana Cicrana da Silva foi resolvido. A atendente me passa para a tal inglesa, que diz que estão resolvendo e que ela não teria que deixar o hotel. E que eu por favor não ligasse de novo.

Até agora, tudo na mesma.

Se for usar os serviços das empresas supra-mencionadas, olho-vivo.

Chinatown não é aquela

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Hoje, conheci um lugar novo. Depois de alguns anos morando aqui, fui parar numa Chinatown de verdade; nem se compara àquela da cidade, onde se vê mais turistas que orientais.

Parecia que estava mesmo em outro continente. Tudo bem que não fiquei por lá tanto tempo assim mas, entre tantas fachadas, cartazes, toldos em escrita estranha, vi uma única mulata, quatro hispanos, duas brancas, três muçulmanas e, latinas, eu e a amiga que me acompanhava; os demais, todos de olhos puxados.

Enquanto a loja que queríamos não abria, entramos em uma livraria onde, exceto por um mapa de NY, não fui capaz de ler uma palavra, mas gosto de pensar que tenha reconhecido alguns livros pela ilustração da capa. O casal de vendedores falava alto, um de cada lado da loja, e eu tenho quase certeza que eles se perguntavam o que aquelas duas loucas faziam ali tão cedo.

Desistimos de tentar entender aquilo tudo e fomos ao Supermercado Hong Kong, cheio de muitas coisinhas que, embora muito bonitinhas, não tive coragem de comprar. Só descobri em casa se os biscoitinhos que comprei eram salgados ou doces. Vi que um conjunto de 10 hashis de boa qualidade, não aquela coisinha que a gente quebra nos restaurantes, custa 3,95 dólares. Também encontrei um infusor que eu, chiquérrima, tinha comprado na Feira do Paraguai, em Brasília - que tal? Finalmente, às dez horas, a loja que nos fez viajar até ali abriu e pudemos comprar a importante mercadoria: borrachinhas de bichinhos, canetinhas, coisinhas da Hello Kitty e cacarecos afins.

Quem quiser passear no Oriente deve pegar a linha 7 do metrô e seguir até a última estação, no Flushing..

A primeira vez que ouvi falar em Flushing foi assistindo ao seriado “The Nanny”, ainda no Brasil. A letra da abertura dizia que ela era uma ”flashy girl from Flushing.
Quando me indicaram este lugar pra encontrar os importantíssimos produtos que procurava, na loja de orientais, estranhei, porque tinha a idéia de que fosse um lugar de grande concentração de judeus.

Numa pesquisa rápida, li que o “Flushing talvez seja o caso mais extremo de pluralismo religioso no mundo. Em sua área residencial e comercial (...) existem 6 templos hindus, 2 Sikh, várias mesquitas, templos budistas japoneses, chineses e coreanos, um templo taoísta, mais de 100 igrejas coreanas, igrejas evangélicas latinas, praticantes de Falun Gong, Testemunhas de Jeová, Mormons e algumas das mais antigas igrejas e sinagogas da cidade – ao todo, mais de 200 locais de devoção densamente concentrados numa vizinhança muito populosa e movimentada”.*

* tradução mais que livre. Texto original: ”The Pluralism Project”

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